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ANA PAULA OLIVEIRA Por Fernando Mello
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Quando eu entrei na escola de árbitros, em 1997, a chance da mulher virar árbitra era pequena. Meus próprios colegas falaram para eu ir para a assistência. Foi nessa função que conquistei o Brasil, fi z grandes jogos. Teve aquele em que a torcida do Inter e do Grêmio me aplaudiram juntas [em 24/10/2004]. Pô, me senti o Pelé! [Risos.] |
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Não, por que haveria?
É um sonho. E, se não for em 2010, pode ser em 2014. Atualmente eu estou ganhando massa muscular, tenho de fazer musculação para as pernas e também para a parte de cima, porque não pode fi car desequilibrado. Para ir para a Copa, a mulher tem de correr o mesmo que os homens: são 4 mil metros divididos em tiros de 150 metros. E você precisa fazer em menos de 30 segundos, intercalando com caminhadas de 35 segundos. Tem que fazer isso 20 vezes, no mínimo. Isso sem falar dos tiros de 40 metros em seis segundos, para medir a velocidade. Mas essa parte eu tiro de letra, faço em 5,6 segundos. O problema está na primeira parte do teste, que tem de fazer em 33 segundos. O árbitro escolhido para a Copa tem de ter confiança em mim porque, se ele me chamar para ser a assistente e eu for reprovada no teste físico, eu condeno todos os demais brasileiros selecionados. Todo mundo é reprovado. |
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